A
história da Argentina tem início com a chegada dos primeiros seres humanos à região, estimada em onze mil anos antes da Era Comum (antes de
Cristo).
A região noroeste de seu atual território formava parte do
Império Inca e as pampas eram dominadas por
ameríndios nômades.
Em fevereiro de
1516 o navegante espanhol
Juan Díaz de Solís pilotou sua embarcação ao
estuário do
Rio da Prata e reclamou a região em nome da
Espanha.
A colonização espanhola se deu ao longo dos séculos
XVI e
XVII. O nome Argentina vem de
argentum, prata em latim, visto ao metal precioso encontrado nas mãos de alguns indígenas, sem saber que eles o haviam tomado dos marinheiros da expedição portuguesa dirigida por Aleixo Garcia.
A independência da
Argentina ocorreu em
1816 após a revolução de Maio que teve seu processo iniciado em 1810. Seu período independente foi marcado por inúmeras disputas políticas internas com governos democráticos que se alternaram com ditaduras militares.
Após o último período ditatorial que terminou em 1983 a democracia argentina foi marcada por grandes dificuldades econômicas e políticas, que alcançou seu extremo durante a presidência de Fernando de la Rúa com uma recessão sem precedentes no país.
Hoje a Argentina apresenta um elevado crescimento econômico e já retomou ao patamar anterior à última moratória.
[editar] Pré-história
56% da população contemporânea argentina possui ao menos um antepassado entre os povos pré-colombianos. A história e herança indígena na
Argentina tende a ser marginalizada por uma tradição histórica e uma cultura predominante que definiu o povo argentino como um "povo europeu transplantado" (
Darcy Ribeiro).
[editar] Populações pré-colombianas
O
cientista argentino
Florentino Ameghino (1854-1911) elaborou uma teoria que afirmava serem os
Pampas o local de origem do homem moderno (o Homo Pampeus). Esta ideia foi posteriormente refutada pela comunidade científica.
Os primeiros seres humanos a chegar no atual território argentino parecem ter vindo pelo extremo sul da
Patagônia, provenientes do que hoje é o
Chile. A presença humana mais antiga se encontra em Piedra Museo (
Santa Cruz) e remonta a 11.000 anos a.C. Junto com os sítios arqueológicos de
Monte Verde (Chile) e
Pedra Furada (
Brasil) constituem, até o momento, os locais de povoamento mais antigos da
América do Sul e sustentam a teoria de povoamento recente da
América.
Outro remoto assentamento foi localizado em
Los Toldos, também na província de Santa Cruz, com restos que datam do
Décimo milénio a.C.
Estes primeiros habitantes do território argentino caçavam milodontes (
Milodon darwinii) – semelhantes a um grande urso com cabeça de camelo; já extinto – e hipidions (
Hippidion principale) –
cavalos sul-americanos que desapareceram há 10.000 anos – além de
guanacos,
lhamas e
emas.
Próximo dali também é possível ver as pinturas de mãos e guanacos estampadas
7300 a.C. na Cova das Mãos (Rio Pinturas, Santa Cruz). Trata-se de uma das expressões artísticas mais antigas dos povos sul-americanos e foi declarada
Património Mundial pela
UNESCO.
Por volta de
9000 a.C. já havia se iniciado o povoamento dos pampas, ao passo que a zona noroeste do território argentino começou a ser habitada em 7000 a.C.